Pilotos descartam falhas na pista, mas cobram reforma

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Pilota Vanessa Daya morreu semana passada após acidente de moto. Para frequentadores, autódromo precisa de melhorias. Governo promete obras.

Pilotos que competem no Campeonato Brasiliense de Motovelocidade não acreditam que o acidente que tirou a vida de Vanessa Daya, no Autódromo Internacional Nelson Piquet, tenha sido provocado por falhas na pista. No entanto, é praticamente unanimidade entre os frequentadores do circuito o pedido por uma reforma no local. A pilota morreu na última quarta-feira, após não resistir aos ferimentos decorrentes de uma batida no domingo anterior.

- A pista não é perfeita. Um asfalto novo para o autódromo seria o ideal. Mas o trecho onde ela caiu é um dos melhores. O tipo de acidente que ela sofreu é muito comum na motovelocidade. Na sexta-feira (dois dias antes da queda de Vanessa) eu sofri um acidente parecido, em outra curva. Saí de frente, caí. A moto veio parar em cima de mim. Não sofri nada. No caso da Vanessa, a fatalidade foi que a moto bateu com muita força nela – afirmou Wilian Pontes, piloto de motovelocidade há 12 anos.

Outro a descartar a possibilidade de falha foi o atual campeão brasiliense da categoria Superbike (1.000 cilindradas), Henrique Castro.

- Eu era amigo dela. Conhecia bem, chegamos a correr na mesma equipe. A Vanessa caiu como qualquer outro piloto cai. Estava andando rápido e caiu em um local com área de escape, não acertou nenhum muro, não foi acertada por nada. Infelizmente, a moto caiu em cima da cabeça dela. Foi uma fatalidade. Era para ter sido um acidente bobo, mas ela deu azar – disse o piloto, quarto colocado no campeonato brasileiro de motovelocidade.

Porém, Henrique, que já correu em diferentes pistas em todo o país,  também ressaltou a necessidade de uma reforma no Autódromo Nelson Piquet.

- A pista precisa de uma reforma. Está em condições de uso, mas uma troca cairia muito bem. Já foram feitos alguns ajustes que melhoraram bastante, mas segurança nunca é demais.

Os pedidos por obras no Autódromo Nelson Piquet não são feitos apenas por pilotos da motovelocidade. Representantes de outras categorias do automobilismo que também utilizam frequentemente a pista também esperam por melhorias.

- O autódromo já tem 40 anos e nunca passou por uma reforma completa. A gente sabe que é difícil, tem a questão dos recursos para o automobilismo, o que não é fácil em um país como o nosso, com tantos outros problemas como saúde e educação. Mas acredito que temos um espaço bom, com boas áreas de escape. O que falta mesmo é um processo de manutenção da pista, um cuidado maior, recapeamento. Parece que o governo já está em um processo de levantar projetos para uma grande reforma. Esperamos que seja possível fazê-la – destacou o presidente interino da Federação Brasiliense de Automobilismo, Luiz Caland, que frequenta o autódromo há 20 anos.

Fonte: Globo Esporte – DF



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